Cuiabá agora tem/é CUCA!

Na última quinta-feira, dia 4, o CUCA Cuiabá foi fundado por um grupo formado de estudantes de diversos cursos, entidades culturais e políticas. O grupo passa a usar do selo nacional CUCA para agregar artistas e produtores culturais (ou interessados em começar trabalhos nesse sentido) da UFMT em projetos comuns que atendam as demandas dos estudantes e ocupem os espaços físicos da institução. É pelo selo que ssa produção local também se conecta à produções universitárias de outros estados e da comunidade externa e passa circular, ganhar visibilidade e fomentar novas iniciativas.

Difícil de entender? Dá-lher texto copiado da cartilha nacional do CUCA:

CUCA é o apelido de Circuito e Centro Universitário de Cultura e Arte. A palavra circuito remete à organização da rede, e centro são os diversos núcleos existentes hoje em 16 estados brasileiros: Manaus/AM, Teresina/PI, Camaapina Grande/PB, Recife/PE, Aracaju/SE, Salvador/BA, Vitória/ES, Rio de Janeiro/RJ, São Paulo/SP, Belo Horizonte/MG, Curitiba/PR, Florianópolis/SC, Porto Alegre/RS,  Brasília/DF e agora Barra do Garça e Cuiabá/MT.

O espaço criado por essa rede deve servir para interligar a ação entre os diversos grupos artísticos isolados nessas instituições e estimular a participação dos jovens na elaboração de políticas públicas para a cultura e na discussão sobre a democratização dos meios de produção. Cada núcleo deve ser encarado também como um espaço livre e democrático para a apresentação, produção e reprodução da arte estudantil, e ao mesmo tempo, funcionar como uma espécie de ‘banco de informação’ da produção cultural dos estudantes. Além disso, um espaço de valorização da liberdade do saber e seu papel catalisador de novos conhecimentos fazem de extrema importância a utilização de ferramentas como o software livre e a licença Creative Commons (cc).

E o circuito se espalha sempre como um espaço aberto, sob gestão democrática, na qual os artistas e estudantes podem produzir e viabilizar seus trabalhos, mobilizando-se em oficinas e grupos de discussão. O propósito é tramar uma articulação, que possa, ao mesmo tempo, mapear e disseminara as informações e produções culturais de cada laocal com o objetivo de potencializar a produação da arte universitária.

O CUCA defende uma política cultural feita com cidadania. A decisão de se realizar um produto cultural não pode estar atrelada a critérios meramente mercadológicos, abandonando à própria sorte melodias, versos, expressões corporais e manifestações da sociedade. Trata-se de, mais do que negar o mercado, ter autonomia e maturidade para não ceder às restrições de sua parte, que limitam e padronizam os produtos culturais em que investem. Trata-se de, talvez, criar um novo mercado, com outros parâmetros que valorizem o fazer cultural em sua essência, e não os lucros fnanceiros sobre os valores investidos. No mundo globalizado de hoje, não é só o  mercado que faz a diferença entre os países, é o imaginário cultural que conta.

Nesse sentido, o CUCA tem se dedicado a planejar formas e convidar pessoas que ocupam diferentes espaços dentro da produção cultural para uma permanente troca de experiências e dessa forma viabilizar ações inovadoras, que apostem na democratização da cultura e na distribuição mais justa dos recursos materiais e simbólicos. E é assim que o CUCA conduz seu trajeto – no ritmo do coco, das toadas, do maracatu, das cantigas, do samba, das cheganças e também do Hip Hop, do cinema, da música eletrônica, do funk e das artes contemporâneas.

É essa a nossa proposta. Quem tá junto?

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