Seminário do CUCA

Seminário do CUCA

Seminário do CUCA

De 19 a 21 de Novembro, acontece o 10º Seminário Nacional do Circuito Universitário de Cultura e Arte – o CUCA da UNE.


Previsto para acontecer na cidade do Rio de Janeiro, com o tema Juventude, Cultura e Política, o evento vai reunir integrantes do CUCA de todo Brasil, diretores de cultura de entidades estudantis estaduais e de DCEs e representantes de Pontos de Cultura.

O Seminário do CUCA deverá promover a integração e o fortalecimento dos vínculos entre a rede dos estudantes e a rede dos pontos de Cultura, além de estabelecer trocas de saberes e consolidar redes de solidariedade e intercâmbio cultural. O Seminário discutirá de forma aprofundada os temas referentes às relações entre cultura, juventude e política, em sintonia com as resoluções dos Fóruns Nacionais dos Pontos de Cultura.

Com uma programação de três dias, o 10º Seminário Nacional do CUCA realizará sua abertura com um debate sobre seu próprio tema. Essa discussão contará com convidados da UNE, da Secretaria Nacional de Juventude, Ministério da Cultura e da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, parceiros do evento.

CULTURA

Neste novo e importante momento político que vivemos, o CUCA tem buscado alcançar novas formas de contribuição à sociedade, que vá para muito além dos muros da universidade. Portanto, fortalecer os vínculos com as redes de produtores culturais como as que o Programa Cultura Viva mobiliza tornou-se a meta mais importante da organização nestes últimos anos. Este seminário funcionará como mais um espaço de fomento à essa articulação centrada especialmente em dois elementos: solidariedade e troca de saberes.

Pretendemos articular estas duas redes, a do movimento estudantil e a rede dos pontos de cultura, para que contribuam para o aumento das riquezas das formas do fazer cultural, político e social.

No 10º seminário discutiremos sobre nossa atuação participativa no processo construtivo do movimento social, que consiste no convívio harmonioso entre os pontos de cultura, uma vez que o CUCA da UNE também é ponto de cultura e realizador do encontro entre um e outro. E quem é o outro? Desvendá-lo e redefinir quem somos nós a partir dele, também é uma motivação essencial deste seminário.

A programação de cultura consistirá em uma Conferência Livre de Cultura, etapa que compreende a participação da sociedade no processo de Conferência Nacional, momento auge da formulação do novo sistema nacional de cultura, proposto pelo MinC e submetido à uma ampla discussão social.

COMUNICAÇÃO


Neste momento, assumimos a compreensão de um papel histórico e fundamental na garantia da circulação da produção informativa correspondente ao produto resultante do convívio social, econômico e cultural dos setores resistentes às formas de dominação por vias da comunicação.

A comunicação compreende um eixo importante das discussões do 10º Seminário do CUCA. A exemplo da temática de cultura, a agenda de comunicação do seminário também integrará o calendário de conferência livre da I Conferência Nacional de Comunicação, que acontecerá em dezembro.

Na contramão dos interesses de setores que compõem o oligopólio da comunicação do País, o CUCA neste momento afirma a necessidade de fortalecimento de uma comunicação integrada entre setores que constituem o principal fator de isolamento dos que hoje se arrogam em não participar das discussões da Conferência de Comunicação, por atuarem em favor dos privilégios que estão sob ameaça de uma ampla democratização que a primeira conferência nacional deverá reivindicar.

PLANEJAMENTO

O 10º Seminário reunirá as informações necessárias para identificar o conjunto de ações, projetos e atividades desenvolvidas pelo CUCA da UNE e da rede dos pontos de cultura.

Como parte de seu objetivo, o CUCA segue em desvelar as qualidades das expressões artísticas e culturais de dentro e fora da universidade, o que também envolve sua própria produção, na busca do fortalecimento e do aprofundamento das suas ações como uma rede repleta de pontos de intersecção, nos quais se identifica a função conjugada de cada componente de uma infinita diversidade.

Nesse sentido, o CUCA deverá no seu 10º Seminário Nacional, indicar os rumos do seu trabalho nos próximos três anos, na perspectiva de cada vez mais se entrelaçar com os destinos políticos, sociais, econômicos e culturais de nossa sociedade.

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CUCAlouro

O campeonato CUCAlouro foi um sucesso! O campeonato unissex (para homens e mulheres) deu inicio no dia 17 às 18:00h com presença de 30 equipes.

No primeiro e segundo dia, tiveram os confrontos de cada grupo. Já no terceiro deu inicio as quartas de final. E na sexta-feira foi o grande dia, quatro equipes se digladiaram, para conseguir chegar a final. As quadras ficaram pequenas para os times, pois mostraram muita habilidade e raça em quatro linhas. Um evento recheado de talentos, com calouros e veteranos se interagindo, barzinho com bebidas gelaaaaaaadas, e claro, a presença do Suco ZIN.

A final masculina foi marcada com Agronomia versus Ed. Física (Tinta), um jogaço por sinal, as duas equipes entraram determinadas e com táticas sigilosas, para conquistar o título. Mas adivinha quem pintou e bordou? TINTA é a resposta certa. Venceram a batalha final.

E no feminino, foi Biologia versus Matemática, as meninas que não são super poderosas, mas se portaram como as tais, deram um show! E quem levou a melhor, foi matemática, elas calcularam bem cada jogada.

 

E no final ficou assim:

 

Masculino                                                                       Feminino:

 

1° lugar: Ed. Física – Tinta                                            1° lugar: Matemática

2°lugar: Agronomia                                                       2°lugar: Biologia

3°lugar: Física – Fisicopatas                                          3°lugar: Química

 

As premiações foram: Troféus (gigantes por sinal), caixinhas de cerveja e vinho. Enfim, CUCA Cuiabá agradece e parabeniza a todos que participaram, gritaram, rolaram, espernearam, choraram, vibraram e ganharam no campeonato CUCAlouro.

É!

Só pra dizer que tamos em segundo na Gincana do DCE e a equipe da Educação Física que se cuide. 🙂

Diário de Bordo – Projeto Raízes do Brasil

(Estamos todos aqui na produça da Semana do Calouro, pra não ficarmos enchendo seu saco com o mesmo assunto sempre postamos aqui hoje o Diário de Bordo do Projeto Raízes do Brasil – uma verdadeira viagem pela cultura tradicional deste país feitas pelos cuqueiros em janeiro. Vê aê!)

Durante a VI Bienal da UNE foi possível o contato entre estudantes interessados em cultura, arte e ciências de todo país. Mesmo com vários contratempos durante o evento, muitos cuqueiros conseguiram se unir. Isso se deu em muitos momentos, conto aqui aquele do qual participei.

Salvador

Salvador

Dia 26/01

Estabelecemos sem muito planejamento (quase nenhum na verdade) uma viagem para o sertão, a fim de reconhecer uma realidade diversa da turística exportada pelo mundo a fora do litoral baiano. O tema abordado foi a Guerra de Canudos. Esta viagem foi para dar continuidade ao tema da Bienal e também para estabelecer uma proximidade entre os cuqueiros mochileiros do sertão. A idéia foi do Rafael que estava cansado de Salvador e queria parceiros para uma aventura com sabor de sertão.

Antônio Conselheiro

Antônio Conselheiro

Dia 27/01

A viagem se inicia saindo de Salvador para Monte Santo. A viagem começa na hora, sem atrasos, até que 1h e 32minutos da saída o pneu do ônibus fura. Começam os atrasos e as dificuldades da viagem, as perturbações foram apenas os transportes da região. As cidades que tiveram participação na Guerra foram: Monte Santo, Uauá, Euclides da Cunha e Canudos. Monte Santo é a cidade onde as tropas do Exército da República de alojaram antes do massacre.

A Guerra ou Massacre de canudos é um das histórias mais fortes do país, pois uma população pacata e rural que se une em volta de um visionário, Antonio Conselheiro que por motivos religiosos e sócio-econômicos e políticos se desentendem com as autoridades que os acusaram de monarquistas. A Guerra se dá entre 1896 e 1897, acabando em 5 de outubro de 1897 onde sobram apenas 3 sobreviventes. Muitos homens, mulheres e crianças que não jurassem fidelidade a República eram degolados. Mas nosso interesse é mais em como as cidades estão hoje, e como preservam sua história. A chegada em Monte Santo foi na madrugado do dia 28, entramos logo para o primeiro o hotel que vimos. Um pequeno prédio na praça central da cidade.

o Santuário

o Santuário

A maioria da população de Monte Santo conhece a história de forma superficial e existe um forte debate sobre se os combatentes de Canudos estavam certos em resistir até a morte ou deveriam ter se entregado. Existe em Monte Santo um museu para registrar a história da guerra e outros acontecimentos, como a queda do maior meteorito do Brasil ali naquela região. Um famoso filme foi gravado na região (Deus e o Diabo na terra do Sol) deu ênfase a um roteiro da cidade que ainda é o destino da maioria dos visitantes da cidade. A igreja “Santíssimo Coração de Jesus de Nossa Senhora da Conceição de Monte Santo”, chamada de Santuário em cima de um morro. Os romeiros sobem 1km de uma estrada muito íngreme para devoção e ali depositam replicas de partes do corpo que julgam terem recebido influência divida para criarem.

Réplicas de parte do corpo

Réplicas de parte do corpo

A cidade vive um contraste bem gritante, como em toda Bahia, tanto social como tecnológico. Existe uma grande quantidade de Lan Houses espalhadas, mas existe também a velha tradição de carregar pessoas em caminhões, feiras, festas regadas a forró e quase sempre com algum fundo religioso. Um grande déficit de cuidados com o museu e com a preservação da história se evidência com o uso dos editais, falta de gerência cultural. No museu da cidade encontramos os editais dos pontos de cultura servindo como forro para as estantes!!!). Mas nem tudo esta perdido, existe um projeto da Universidade Estadual da Bahia, tentando fomentar o turismo pelo sertão, chamado “A caminho dos sertões de Canudos”. Pretende-se resgatar a história, a cultura, a culinária, as festas etc. O caminho é trabalhoso e demorado, mas a proposta é linda.

Arquitetura típica

Arquitetura típica

Gostamos da cidade, as pessoas muito atenciosas o vice-prefeito nos levou para conhecer uma festa típica da região em um distrito. Ali, como em muitas cidades pequenas, onde todos se conhecem as conversas se espalham rápido e se consegue informações e ajuda nas conversas em tomando um café ou no bar. Obrigado a Claudia que foi nossa anfitriã na cidade, a conhecemos no hotel.

Conversando sobre o CUCA e como pensamos que a entidade deve trabalhar, vimos que em geral nossas intenções convergiram. O espaço da lista do CUCA deve ser de discutir a cultura e a arte sem deixar de ver as suas relações políticas, como a arte do PIA de intervenção. Mas deixando claro que isso não significa o CUCA funcionar como uma entidade de militância, nem pensar! Tem outra lógica de unir as pessoas que querem trabalhar. Buscar criar os pontos de cultura dos CUCAs e trabalhar para que além de trabalharem em rede criem um diálogo, algumas pontes onde as comunidades externas (extensão) a universidade possa trazer seus conhecimentos e não apenas os membros do CUCA serem agentes de criação e assim gerar o PONTÃO DE CULTURA DO CUCA.

Canudos - região árida

Canudos - região árida

Dia 29/01

Partimos para Canudos, com muitos contratempos e depois de apenas 10 horas de atraso no ônibus chegamos. Para cidades que distam entre si cerca de 240km.A cidade possui um parque de preservação da história, que na verdade é uma parte do local onde as batalhas ocorreram à outra parte do cenário está submersa pelo açude. Quase tudo que era registro da Guerra foi levado por turistas no passado, ou encaminhado para as cidades de Monte Santo e Euclides da Cunha o que sobrou está submerso, hoje não se tem muitas relíquias materiais na cidade sobre o fato. Existe uma iniciativa de uma ong de preservar a história através de um instituto e um memorial público que se encontra em reforma.

a Feira

a Feira

Para atender os turistas a cidade em geral é precária, mas se sente bem o calor, o jeito do sertanista, o clima seco, o valor especial a água do açude e a feira chama muita atenção, é o ápice da semana. Na feira você come às 8h buchada de bode ou pirão feito dos ossos do bode. Conseguimos um guia nota 1.000 o rapaz tinha um conhecimento muito bom e vontade de ensinar o que sabia. A cidade é pequena e sofre com a briga pelo cargo de prefeito que está na justiça se será ou não casado. Existe um abismo entre o litoral em geral e os sertanistas. Parece que eles estão a mil anos luz de distância:

1 – existe mais ônibus saindo para São Paulo do que para Salvador! A maioria da população já foi ou quer ir para São Paulo, ainda é um sonho.

2- A fé católica é um ponto forte, quando indagados sobre terreiros de candomblé negam a sua existência na região. Em Salvador as religiões africanas são evidentes e explicitas.

Vivi-se ali da pecuária de bode e plantações de banana. A religião católica é o principal fator de união entre o povo, a maioria das festas e cerimônias possuem elementos cristãos.

Filmagem: Rafael Gomes (SP),
Fotos :Vanessa Stropp (SP) e Guilherme Almeida (Cuiabá)
Texto: Guilherme Almeida (Cuiabá)

Janeiro de 2009
Realização: CUCA Cuiabá e CUCA SP

Obs: Este é apenas um primeiro relato, o material será editado com cuidado e ficará como documento do CUCA.